Vale da Lua P&B – Diário de Bordo
Comente
DIÁRIO DE BORDO – Continuando minha série pessoal que já estou chamando de “Discovery Goiás” fui hoje (30/08/2008) até a Chapada dos Veadeiros fazer fotos na base do bate-volta. Para chegar lá, de Brasília, tomar rumo norte em direção à cidade de Alto Paraíso de Goiás que fica distante 230 Km. Depois rumo ao povoado de São Jorge, mais 38 Km. de estrada com um início de trecho asfaltado e o restante de terra com poeira, muita poeira.
O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros têm várias opções de lazer e, embora envolto em uma série de lendas e misticismo, o que não falta por lá é ação. Se você vive sentado na frente da televisão ou do computador comendo batatas Pringles e usando o delivery do McDonalds esqueça a Chapada dos Veadeiros. O local é nada mais nada menos do que a bacia do Rio Tocantins e sobram corredeiras, trilhas, cachoeiras cavernas e cenários inacreditáveis. Não pense que isso está tudo organizado, por exemplo, no site do Governo do Estado de Goiás. Tem que pesquisar.
Por conta do meu tempo, me fixei em ir ao local chamado “Vale da Lua”. O acesso fica mais ou menos no meio do caminho entre Alto Paraíso de Goiás e o povoado de São Jorge. Aí são mais 4 Km. de estrada de terra acidentada e mais poeira. Carro rebaixado? Nem pensar. O ideal são os mistos off-road e jipes, mas dá para chegar com um de passeio sem pressa e ligado nas pedras pontudas. No estacionamento “natural” que é nas sombras das árvores você será recebido por um funcionário que lhe cobrará R$ 5 por pessoa, sem recibo. A área é particular. É permitido o acesso de crianças, vi alguns pais com seus filhos, mas sinceramente, lugar com pedras irregulares, acesso difícil, não acho recomendado.
Mais 800 metros de trilha aberta em declive e se chega finalmente. O lugar é lindo, com suas pedras pretas que vão sendo moldadas pelo tempo e ação do riacho. A sensação é que você está em outro mundo, no caso, alguém deve ter pensado na Lua e colocou o nome que tem hoje. A fauna ao redor é riquíssima. Não explorei totalmente porque estava um calor insuportável e, embora a câmera estivesse em uma bolsa própria, com lentes e tudo o mais, não é nada confortável ficar saltitando com ela naquelas pedras. Não esgote todas as suas energias porque o retorno é duro. O que foi fácil para chegar, na volta, é preciso enfrentar a trilha com rampa final longa entre 40~45º. Com o calor forte e a trilha aberta, você pensa em se proteger até em sombra de grama.
De lá fui conhecer o Povoado de São Jorge, distante, somando os 4Km do acesso, cerca de 6 Km no total de estrada de terra e mais poeira, muita poeira. É um local simples, com muitas pousadas e boas opções para alimentação. Almocei no restaurante da D. Nenzinha, que fica na Rua 6. Eu não sei onde estão as outras cinco ruas do povoado, mas tudo bem, a comida lá, caseira, é simplesmente sensacional. Daqui tive que voltar, mas mais 1 Km., se chega na entrada do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Lá só se tem acesso com guias autorizados. O guia custa R$ 60 e costumam formar grupos de 10 pessoas para dividir o custo. Mas isso é outra história. Volto lá com certeza para fotografar e, claro, contar.
Fica mais uma vez meu protesto com o Governo do Estado de Goiás. Uma região daquela, riquíssima. com 65 mil hectares para exploração controlada do turismo, não tem absolutamente nada no site oficial. Outra coisa: essa estrada com trecho de terra que vai de Alto Paraíso de Goiás até o povoado de São Jorge não dá para entender. Na entrada do povoado tem uma placa do próprio Governo do Estado falando da obra e o custo de quase R$ 17,5 milhões. Como se pode constatar a obra não está completa e não se vê uma máquina que dê a indicação que ela vai ser finalizada. Foto da placa aqui e da estrada aqui.
Leia também:

