O terremoto que atingiu o norte de Goiás no último dia 8 de outubro provocou reações mais intensas na área rural de Mara Rosa, e não na cidade propriamente dita.
A Imprensa em geral se concentrou na cidade de Mara Rosa, baseados em informações preliminares do Observatório Sismológico da UNB de que o provável epicentro do sismo era nesta localidade, com magnitude de 4.5 na escala Richter. Moradores relataram o tremor de terra e algumas ocorrências de rachaduras nas paredes, felizmente sem registro de vítimas. O fato ganhou notoriedade por ter sido pressentido em Brasília.
No mesmo dia do ocorrido, o USGS-United States Geological Survey’s Earthquake Hazards Program, o serviço geológico dos Estados Unidos, registrava em seu site o terremoto. Informava que sua magnitude era 5.0 na escala Richter, a uma profundidade de 10 Km com as coordenadas geográficas de seu provável epicentro. Inicialmente foi registrado como S 13° 52.674′ / W 49° 13.164′, área rural de Mara Rosa e distante do centro da cidade 18 km. Hoje, 12/10, as coordenadas foram atualizadas, com uma pequena alteração de aproximadamente 270 metros. Segundo o site estas alterações são normais. Há uma margem de erro nessa informação que pode chegar a 20Km (+/-). Para ver as informações do USGS clique aqui. (Atualização em 18/10/2010 – o link da USGS não está funcionando, mas o terremoto foi registrado com o título M 5.0, Tocantins-Goias border region, Brazil – a administração do site foi notificada por email)
Baseados nas coordenadas preliminares fomos até o local apontado pelo USGS como o provável epicentro (v.fotos abaixo). Nas proximidades encontramos várias árvores de grande porte caídas ao solo, outras com galhos quebrados. As árvores estavam todas tombadas para um único lado. Há cerca de 2 quilômetros desse epicentro mora o Fernando com seus pais. Ele mostra os estragos do terremoto na pequena propriedade deles: árvores arrancadas e tombadas ao solo ao lado da casa e queda da estrutura de sustentação da caixa d´água (v.foto). As árvores e a estrutura da caixa d´água também tombadas para o mesmo lado. Fernando estava “torando” a árvore maior caída quando chegamos. “Ela caiu quase em cima da nossa camionete, na outra os galhos caíram sobre tijolos novos que quebraram”, conta. Fernando não estava na propriedade no momento do terremoto e felizmente seus pais não se feriram, nem houve outros danos na estrutura da casa. “Eles me contaram que o tremor foi muito forte… ficaram apavorados”, completou. Ao redor da casa, em um raio de 150 metros outras árvores tombaram.
Evidentemente não foi possível visitar toda a área rural de Mara Rosa. Prefeitura, Defesa Civil e o próprio Observatório Sismológico da UNB devem prosseguir em suas investigações para um relatório eficiente. Após deixarmos o local fomos até a cidade de Mara Rosa ouvir alguns moradores sobre o terremoto. Uma constatação curiosa: enquanto os mais velhos enalteciam suas experiências durante o evento, os mais jovens procuravam minimizar o ocorrido. “Tremeu o chão, eu tava em casa, mas não foi assim aqui na cidade como andam falando”, disse um deles.
Abaixo, fotos dos locais mencionados no artigo (clique para ampliar):

Mais prejuízo: Galhos de uma mangueira (árvore) caem e atingem tijolos novos, quebrando grande parte deles
Rumos a partir de (A)Brasília (DF) até (B)Mara Rosa (GO):
-Distância: 303 Km (utilizando BR-080, via cidade de Padre Bernardo)
-Atenção redobrada na Rod. BR-153 devido ao intenso tráfego de caminhões de carga.










Registrado outro terremoto ao norte de Goiás – espero que a Impren | http://bit.ly/cigBQ2
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