Fotos: Sítio Arqueológico do Bisnau
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Já fazia um bom tempo que eu queria fotografar esse local. As informações disponíveis na Internet são poucas, mas o localizei por puro acaso há vários meses. O fato é que não é apenas achar uma placa indicativa e ir para lá. O sítio arqueológico está no interior de uma fazenda que é particular. Hoje, finalmente, consegui chegar até lá.
O Bisnau é um povoado distante 42 Km da cidade de Formosa, Goiás. Saindo de Brasília, são 123 Km (uma hora e meia de carro aproximadamente) pela BR-020. Muita atenção no trecho de mão dupla devido ao pesado tráfego de caminhões nos dois sentidos. O sítio arqueológico propriamente dito trata-se de um enorme lajedo de calcáreo com centenas de intrigantes imagens em baixo relevo (petroglifos). Eles foram parte de estudo de arqueólogos goianos e cariocas que realizaram o Projeto Bacia do Paraná para a Universidade Federal de Goiás na década de 70. Entre figuras rupestres, ferramentas encontradas e os petroglifos, os pesquisadores chegaram a datações de 12 mil anos.
A região de Formosa é uma fonte rica para pesquisas arqueológicas. Muitas cavernas abrigam pinturas rupestres, seus segredos e algumas certamente nem chegaram a ser estudadas. O problema é que é uma área muito extensa, há pouca informação e quase nenhuma comunicação.![]()
Para chegar à entrada do sítio arqueológico. saindo de Formosa, basta seguir a BR-020 ao povoado de Bisnau por 42 Km. Chegando lá você vai precisar da ajuda do Alex Dias, um jovem morador do povoado que tem as chaves das porteiras da fazenda, também protegida por cercas, e poderá ser encontrado em seu trabalho no Restaurante, Pamonharia, Borracharia Bisnau. Se quiser visitar o local sem contratempos é bom ligar antes para (61) 3503-5154 ou para o celular do Alex (61) 9639-7085. Ele me autorizou também a passar o seu contato por email alekys.dias2009@hotmail.com. O dono da fazenda permite visitas ao local desde que o Alex acompanhe e seja seu guia pelo tempo que for necessário. Se você perguntar a ele quanto custa seu trabalho diz que não é nada, mas que as pessoas costumam lhe dar R$ 5.
Alex não tem muitas informações históricas, mas é um jovem simples com muita vontade de aprender e conhece bem a região. Tem ajudado pesquisadores em busca de novos locais interessantes e fala sobre isso com muito orgulho. Sobre a origem do nome Bisnau, diz com propriedade: “Aqui existiam dois rios, então Bis de 2 e nau dos rios”.
Da Pamonharia até o sítio arqueológico é preciso tomar uma trilha de aproximadamente 6 Km, mas não se preocupe porque, se for o caso, dá para trafegar de carro por ela. É recomendável ir abastecido de água porque não existe nenhuma nascente próxima. As figuras são realmente estranhas para nossa compreensão e parecem, em primeira impressão, totalmente sem sentido. Não se observa um padrão , a não ser pequenos furos que parecem ser contadores.
Embora o material disponível de informação seja pouco, Alex conta que muitos estrangeiros de várias partes do mundo vão ao local. Esotéricos e místicos também são visitantes freqüentes. Alguns vêem nas inscrições dados sobre extraterrestres e outras com informações cósmicas de planetas, estrelas e constelações.
De concreto, ao que se sabe, ninguém conseguiu decifrar essas inscrições, havendo relato de terem sido localizado semelhantes em sítio arqueológico na cidade de Ferreira Gomes, no Amapá.
Qual povo, que ferramentas utilizaram, a época precisa ninguém conseguiu descobrir, o que torna os desenhos mais intrigantes, seja qual for a posição que você os observe. Para ver o álbum de fotos clique aqui.
Um detalhe que não posso deixar de observar é quanto a preservação desse local. O enorme lajedo de calcário sofre naturalmente ações do tempo como se pode observar nos deslocamentos e quebras visíveis. Não há nenhum interesse por parte do Estado de Goiás em preservar locais como este, que embora em área particular poderia proporcionar em Lei algum tipo de convênio com benefício de impostos rurais ao proprietário. A construção de uma passarela apropriada impediria que as pessoas pisassem nos petroglifos o que certamente vem acelerando sua deterioração.
Abaixo, como leigo, algumas imagens com curiosidades que eu pude observar nos desenhos:
MAIS INFORMAÇÕES RELACIONADAS E DE OUTRAS FONTES (passe o mouse sobre os ícones ao lado do link quando houver):
- Outro distrito de Formosa, onde podem ser encontrados locais para pesquisa e fotos é o Distrito de Bezerra, próximo ao de Bisnau. Para as cavernas e grutas de Bezerra é extremamente recomendado o acompanhamento de um guia e pessoas experientes na técnica de rapel. Antes de deixar seu espírito aventureiro tomar conta de você pense na sua segurança e nas pessoas que o acompanham. Referência: http://pt.wikipedia.org/wiki/Distrito_Bezerra
- Outras fotos e informações no Flickr. http://www.flickr.com/photos/agitago/
- Vídeo: Cachoeira e Sítio Arqueológico do Bisnau
FOTOS DO SÍTIO ARQUEOLÓGICO DO BISNAU (CLIQUE PARA AMPLIAR)
Localização do Sítio Arqueológico (Coordenadas 15° 18′ 33.67″ S 47° 7′ 7.31″ W – Altitude: 789 metros):
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Muito interessante msm heim Miguel! Muito Boa as fotos e realmente bem intrigante esses ‘petrogrifos’ alguns lembram aqueles desenhos feito em campos de trigos.. curioso msm
Parabens pela reportagem sobre o local
Abracos Niggybr
Valeu Niggybr – Cada desenho uma viagem.
[...] Eu estive a primeira vez no Sítio Arqueológico do Bisnau no dia 20 de setembro de 2009 (clique aqui). Ontem, depois de meses revendo as fotos que fiz na época, resolvi voltar até lá – alguma [...]