HDR – Fluxo de trabalho (workflow)
30 de novembro de 2009 – 3:11 | 5 Comentários

Tenho recebido inúmeros e-mails com vários questionamentos sobre o processo HDR (Hight Dynamic Range). A pior coisa que pode existir para esse processo em fotografia digital é a automação. Utilizando softwares como o Photomatix …

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Fotos HDR – Hight Dynamic Range – alguns exemplos

Enviado por Miguel Netto | 18 de outubro de 2009 – 2:37 | 3.518 visita(s)– Imprimir artigo 3 Comentários

Existem muitas críticas quanto às fotos HDR. Provavelmente são críticas semelhantes as que foram feitas quando a fotografia evoluiu para a fase digital. A resistência foi forte, mas as pessoas acabaram seduzidas pelas facilidades que a nova tecnologia proporcionava e avança a cada dia. Ainda existem também os resistentes ao Photoshop ou qualquer outro tipo de manipulador de imagem. Para essas pessoas, mesmo operando câmeras digitais, o que saiu é o que vale. A discussão é longa e na minha opinião não existe a necessidade de perda de tempo em defender um lado ou outro. Para os aficcionados, simpatizantes, admiradores e ortodoxos da fotografia tradicional existem os mesmos para a fotografia digital, para o photoshop, outras tecnologias e para o HDR. A utilização de fotos em HDR é um processo que utiliza a dinâmica da fotografia digital e suas possibilidades de manipulação. Uma imagem tridimensional é composta de variações de tonalidades, semi-tons e sombras para compor uma cena realística – assim nossos olhos distinguem e identificam esses objetos como se fossem reais. As imagens em HDR exploram essa características e para obter essa gama de variações é utilizado o recurso de variação de EV (Exposure Value). O EV é utilizado para compensar a quantidade de luz que no caso da fotografia digital irá chegar ao sensor, tanto para mais ou para menos. Normalmente ele permite 2 pontos para mais ou para menos com incrementos de 1/3. A minha câmera, por exemplo, uma Nikon D300 permite variação para mais ou menos até 5 pontos.

Vamos utilizar o exemplo simples básico para se obter uma sequência para pós-produção em HDR de 3 fotos com valores de +2, 0, -2 de variação de EV. A câmera também deve ter o modo “braketing”, ou seja, você pré-seleciona o intervalo de EV que necessita e ela se encarrega de fazer essa variação automaticamente disparando 3 fotos com os valores escolhidos. É recomendável que seja selecionado “disparo rápido”, no caso das Nikons, o modo “Ch”. Outra recomendação essencial é a utilização de um tripé. Quando você for juntar as três fotos, tanto no Photoshop como no Photomatix ele se encarrega de alinhar as fotos baseados na semelhança de pixels em coordenadas verticais e horizontais. Ao juntar as 3 fotos você irá obter uma imagem HDR, evidentemente não processada. Essa imagem, estranha, escura, tem todas as informações necessárias para você obter o máximo de contraste, meios-tons, sombras, meias sombras, cores – afinal tudo o que você necessita para criar uma imagem que normalmente uma foto não tem condições de captar. Tem gente que pega uma foto e faz alterações no photoshop criando mais duas com +2 e -2 de exposição. Junta as 3 e cria sua HDR. Dependendo da foto “às vezes” funciona, nem sempre se obtém bons resultados.

E possível “renderizar” sua HDR no Photoshop, mas é mais trabalhoso o mapeamento. O ideal é utilizar o Photomatix que possui dezenas de ajustes e podem ser salvos para futuras adaptações. Requer prática, mas é como andar de bicicleta, toma um, dois tombos, pedala e depois vai em frente. O importante é ter em mente que fotos em HDR não é mágica, nem é um simples efeito aplicado com alguns cliques. Simplesmente mapear por tom no Photomatix não produz resultados satisfátórios e exige muito mais técnica de aprimoramento. Eu costumo dizer que a cada cena é um novo aprendizado. Para chegar a um resultado que eu considero bom ou razoável no mínimo fico com uma foto por 1 hora. A potencialidade para explorar as luzes, matizes de cores, gradientes, nitidez estão lá. Basta uma boa dose de paciência e as ferramentas certas para consagrar o seu projeto. É evidente que no início você irá se satisfazer com pouco, mas procure observar exemplos, como no Flickr onde estão fotos HDR fantásticas e se pergunte até por desafio: “por que não consigo esse efeito de luz e nitidez?”.Os resultados mais avançados estão diretamente ligados ao tempo que o autor se dedica ao trabalho.  Procure separar a sua foto por quadrantes dividindo-a em 4, 8, 16 ou 32 áreas. Observe atentamente cada uma delas. Se se exauriu tentando modificações, pare, salve e retome em outro momento. Fique atento para a origem natural da luz. Já vi fotos HDR em que a sombra está no mesmo lado da origem da luz. Um descuido, mas que compromete o resultado final não só pela estética, como problemas de ajustes.

Abaixo alguns exemplos mais recentes de fotos obtidas no interior de Goiás e renderizadas com mapeamento de tom no Photomatix. Em todas foram utilizadas 5 fotos com variação de EV -2, -1, 0, +1, +2. Normalmente juntar as fotos com EV -2, 0, +2  seria suficiente, mas a variação mais ampla me proporciona maiores detalhes. Também não utilizo jpeg, preferindo as Raws puras para o processamento.  Enfim, o básico para se obter a cena é simples, não existem muitos problemas tendo o equipamento certo e ajustado corretamente. O resto é no “laboratório”, um trabalho solitário, muitas vezes tedioso, frente a frente com o computador e as ferramentas de que dispõe. Você poderá encontrar aqui no site mais sobre esse assunto:



Leia também: Creative Commons License

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