Fotos: De volta ao Sítio Arqueológico do Bisnau
ComenteEu estive a primeira vez no Sítio Arqueológico do Bisnau no dia 20 de setembro de 2009 (clique aqui). Ontem, depois de meses revendo as fotos que fiz na época, resolvi voltar até lá – alguma coisa me intrigava com aquelas figuras. Eu precisava observar mais. Com o dia ensolarado que estava seco e muito quente, me programei para chegar ao lugar após as 4 da tarde. Depois de me encontrar com o Alex, guia local, fiquei muito satisfeito em saber que há menos de uma hora atrás ele levou uma pessoa até o Sítio Arqueológico e que havia chegado lá se baseando no artigo que escrevi em setembro do ano passado. “Ele imprimiu tudo do site e trouxe com ele. Disse que ia voltar com a família!”, vibrava o Alex. Muito legal isso.
A VOLTA – Fomos para a Fazenda e chegamos ao Sítio Arqueológico por volta de 16h45. Revi algumas figuras e encontrei outras que não havia percebido da outra vez que estive lá. O Alex me chamou a atenção para um detalhe importantíssimo: havia 2 conjuntos de figuras bem distintos, um voltado para o Leste e outro para o Oeste. De fato isso era bem visível, existindo entre os dois grupos uma área onde não há o registro de petroglifos. Mistério? A incidência maior de figuras é do lado Leste. 
Eu não quero limitar as interpretações que são feitas no local por leigos e especialistas – místicos, incrédulos, seja lá quem for, mas o local onde se acham os petroglifos não foi escolhido por acaso. O fato deles estarem distribuídos a Leste e Oeste é um forte indício de primitivas observações astronômicas – uma interpretação livre, claro. O Sol e a Lua nascem no Leste e se põem no Oeste, isso todo mundo sabe observando. Os primitivos habitantes do local evidentemente conheciam o movimento do Sol e de 3 fases da Lua. Suponho que a Lua Nova fosse desconhecida – um hiato, que deve ter intrigado os nossos ancestrais de 100 mil anos atrás ou o período conhecido como Paleolítico Médio, como afirmam os especialistas. Estrelas, constelações e planetas relacionados às figuras, não consigo colocar nesse contexto – bom, pelo menos até agora.
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